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21atelier.blog

Reflexões e interpretações sobre a criatividade e a arquitectura

15.01.19

Living Coral - A cor PANTONE para 2019


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A cor PANTONE para o ano de 2019 é o tom 16-1546 Living Coral e representa a fusão  entre a conectividade e a intimidade que ocorre na vida moderna. A cor Living Coral simboliza a necessidade inata de otimismo e de alegria. A cor é, por isso, vibrante, mas suave, é quente e estimulante, ao mesmo tempo proporciona conforto. O tom evoca ainda a Natureza - os tons dos recifes de corais que fascinam e hipnotizam dentro do mar.


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Leatrice Eiseman, diretora executiva do PANTONE Color Institute, define que "A cor é uma lente equalizadora através da qual vivenciamos nossas realidades naturais e digitais e isso é particularmente verdadeiro para o Living Coral. Com os consumidores cada vez mais interessados em ter interação humana e conexão social, as qualidades humanizadoras e animadoras deste alegre tom provocam boas reações"

 

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Há 20 anos que a cor do ano da Pantone influencia o desenvolvimento de produtos e as decisões de compra em vários setores, incluindo a Moda, a Beleza e a decoração. O processo de seleção implica uma ponderada análise de tendências e, pelos vistos, 2019 já tem tudo para ser mais animado.

 

 

 

O que é o Pantone Color Institute?

 

O Pantone Color Institute™ é a unidade comercial da Pantone que revela as cores tops dos designers em desfiles internacionais, lança tendências globais de cores, presta consultorias de cores para lançamentos de produtos e aconselhamento sobre identidade visual de marca. Através de estudos de tendências antecipados e sazonais, a psicologia da cor e a consultoria “consultativa” de cores, o Pantone Color Institute™ tem parcerias com marcas globais para trabalhar o poder, a psicologia e a emoção da cor na sua estratégia de design.

 

 

Galeria de cores PANTONE de anos anteriores: 

 

fonte: https://www.pantone.com/

 



10.01.19

caso de estudo #10 de 365 | Casa MR | 236 arquitectos


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Projeto para uma casa em Enxomil nos arredores do Porto. O lote tem cerca de 1500.00 m2, orientado a Sul Poente, cercado por jardins densamente arborizados, num ambiente de transição entre ruralidade e urbanidade. 

Da cota do terreno, e das cotas dos terrenos vizinhos decorre um grande risco de inundação e alagamento. 

Deste fato resultou a necessidade de sobre elevar a construção e estabelecer uma relação entre interior e exterior que garantisse, por um lado a continuidade de usos, e por outro assegurasse um carácter de invólucro á construção. 

Conceptualmente, procurou-se desenvolver a ideia de um volume que resultasse da adição de vários invólucros autônomos. Cada um destes invólucros (espaços habitacionais) foi tratado individualmente, de acordo com as suas características e necessidades, nomeadamente no que diz respeito á orientação, abertura de vãos e proporções. 

A sua disposição teve em consideração um programa funcional e de distribuição que apontava para a colocação das áreas reservadas no Piso 1 e áreas sociais no Piso 0. 

Da adição em plano destes diferentes espaços, e da justaposição dos dois pisos resultou a imagem da casa. A repetição do elemento 'janela' procurou unificar e dar coerência ao volume branco, esculpido e pousado no jardim.

ano 2016
arquitectura 236 arquitectos | www.236arquitectos.com

reportagem fotográfica João Morgado | www.joaomorgado.com

localização Arcozelo |

 

 

09.01.19

caso de estudo #9 de 365 | Casa Fraião | TRAMA arquitetos


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"A casa Fraião, localizada em Braga, é um projeto configurado em dois pisos, na forma de “V”, concebido para beneficiar das vistas privilegiadas sobre a cidade. Encontra-se numa encosta densamente povoada com casas singulares e uma excelente exposição solar, proporcionando um extraordinário vislumbre sobre a paisagem, compondo uma imagem fascinante. Uma das principais preocupações era criar um conceito de habitação fluido e permeável, sem perda de privacidade. Por essa razão, foi desenvolvido um corpo central para acolher a área social, e dois corpos laterais em forma de "V" para as funções mais privadas, focalizando as vistas sobre a cidade.

Devido ao declive do terreno, a casa foi desenvolvida para articular um piso de entrada ao nível da rua com um piso inferior, onde a sala se conecta inteiramente com o jardim e a piscina. Isso permitiu criar uma entrada muito discreta com um acesso rápido ao piso térreo, sem evidenciar os 930,00m2 que formam a casa. A ideia principal era desenvolver um projeto que pudesse desencadear emoções à medida que o cliente passasse pela casa, proporcionando em cada momento novos pontos de interesse e sensação de conforto.

A entrada principal é feita através de um alpendre, na qual uma grande janela, deixa adivinhar o interior da casa, através da grande área com pé direito duplo, exibindo a sala de estar no andar inferior e a vista sobre a cidade. Assim que se entra na casa, a área de pé direito duplo com fachada de vidro, proporciona uma perceção deslumbrante da escala do volume, marcada por detalhes arquitetónicos e peças decorativas com design único. Criou-se uma escada cénica em forma de meia lua que leva ao piso inferior, destacando-se na vastidão da amplitude do pé direito duplo.

Os carros são uma das maiores paixões do cliente, possuindo uma vasta coleção particular, como tal, foi considerada uma característica importante a ser explorada no projeto. Para acolher alguns desses veículos, foi concebido um volume de garagem no andar superior, que invade o espaço social. Esse volume é envidraçado para o interior da área social, tornando-se visível de qualquer parte da sala comum, criando uma área de exposição para essa coleção.

Os materiais utilizados na casa foram escolhidos, tendo em consideração à sua baixa manutenção e durabilidade. A base volumétrica é o betão aparente, cofrado com ripas horizontais de madeira. O betão aparente contrasta com os tons de madeira, material usado como negativo volume bruto de betão. Volumetria, funcionalidade e materiais foram combinados para criar um ambiente confortável e, ao mesmo tempo, um sentimento de grandeza, explorando cuidadosamente cada detalhe da casa."

galeria de imagens

ano 2016
arquitectura TRAMA arquitectos | http://www.tramaarquitetos.com

reportagem fotográfica João Morgado | www.joaomorgado.com

localização Braga |

 

05.01.19

caso de estudo #5 de 365 | Escola Vila Nova da Barquinha | Aires Mateus


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(em actualização)

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"Os universos que frequentamos na infância tendem a perdurar nas nossas memórias. É o tempo em que nos relacionamos com a arquitectura de um modo mais livre e genuino. Estabelecem-se apropriações e hierarquizações intuitivas dos valores da arquitectura. Interessa por isso identificar o património que é estimado por todos, e sobre o qual se podem desenhar as memórias que se construirão.

Num território não conformado define-se um perímetro quadrado: forma autónoma e clara. A necessidade de diferentes funções na escola estabelece o pretexto para espaços distintos. Cada compartimento é uma experiência autónoma com escala, proporção e identidade própria. A agregação de todos os volumes define o seu valor iconográfico exterior. No interior protegido é definido um espaço intersticial, infinito por não revelar o seu inicio ou fim, que é usado como recinto lúdico.

É uma estrutura de ausência e ocupação que mimetiza os princípios que sempre se encontraram nas aglomerações urbanas.

Escolhe-se um vão replicável para todas as necessidades e define-se um acabamento generalizado para todos os espaços. A criteriosa economia destes elementos faz ressaltar a diversidade dos espaços.

A intensidade deste novo universo propõe-se na serena sucessão de momentos únicos."

 

 

ano 2009
arquitectura Aires Mateus | http://airesmateus.com

reportagem fotográfica Últimas Reportagens  | http://ultimasreportagens.com

localização Vila Nova da Barquinha | https://goo.gl/maps/hAiuib7ktaJ2

 

 

 

 

01.01.19

caso de estudo #1 de 365 | POC Ermida | Pedro Geraldes


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A simplicidade e clareza desta obra permite-nos entender a forma e a função como resultado de um acto de criar.

O programa deste projecto incide sobre a edificação de um Posto de Observação e Controlo de uma barragem, localizado no curso do rio Vouga na zona de Ermida em Aveiro. Segundo o autor, esta construção edifício precisava estar localizada num local elevado, protegido das inundações e que permitisse uma visão perfeita do seu interior para a barragem. Isso fez com que fosse necessário intervir nesta zona de característica florestais de forma a conseguir integrar na paisagem esta construção de valencias industriais.

A referência à forma da construção tradicional (com telhados de duas águas) e a sua construção em betão (material usado na construção da barragem) leva a uma interpretação moderna do que é tradicional, sendo que a forma, só por si, remete para a imagem de uma pequena igreja (ermida) e ao mesmo tempo reflete o tipo de construções existente na região.

A entrada pela plataforma, acontece numa fachada opaca em alumínio, onde só a porta principal se destaca pela sua transparência.
No interior mantém-se a forma da cobertura de duas águas tendo ao fundo uma fachada totalmente em vidro, que permite assim cumprir a sua função na observação e controlo da barragem.



ano 2018

arquitectura Pedro Geraldes | http://pedrogeraldes.com

reportagem fotográfica A caixa negra | www.acaixanegra.com

localização Barragem de Ribeiradio, Ermida | https://goo.gl/maps/p75feXZqAds
01.01.19

A criatividade na arquitectura


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A criatividade é a capacidade de criar e a qualidade de quem tem ideias. A capacidade de criar é atribuída ao criador, sendo este a pessoa que consegue fazer algo existir, dando origem a algo desde o principio do nada. O simples acto de criar já indica assim criatividade.

 

A criatividade, em termos gerais e de acordo com o senso comum, está associada a algo ligado ao imprevisto e é atribuída a um talento superior inato da pessoa que cria. Em arquitectura a criatividade é vista e associada ao pensamento e desenvolvimento de ideias fora dos parâmetros normais, seja pelas novas formas, introdução de novos materiais, estilos diferentes e com grande impacto visual. Está associada ao acto de projectar edifícios aparentemente complexos e por vezes estranhos. Deste ponto de vista, um projecto simples e sem grande complexidade pode ser visto como um projecto sem criatividade.

 

Numa vertente académica, a criatividade pode ter diferentes conceitos. Seja a ideia de fazer um edifício em forma de sapato ou forma de um cubo, ou um conceito mais prático no desenvolvimento de soluções para os problemas gerais do uso dos edifícios, que tem impacto no bem estar e na forma de habitar. Desta forma dificilmente se chega a um consenso do que é ser criativo e o que é a criatividade.

 

O que mais preocupa, em ambos os casos, é a singularidade e a forma como é vista a criatividade, não sendo associada a algo integrado mas sim a algo que se soma de forma independente. A criatividade é assim um conceito que gera alguma discussão e que é facilmente atribuída a algo externo ao processo de projectar ou a algo paranormal.

 

O desenvolvimento da criatividade na arquitectura está associado a algo que se cria em resposta a algo que se pretende criado. O criativo, arquitecto, encontra uma forma de resolver um problema, através da forma, dando uma resposta prática a algo que aparentemente não tem solução. Acontece que estas soluções não surgem do vazio. São as vivências e a experiência prática do arquitecto que lhe permitem atribuir à criatividade um conceito adquirido e muito pouco inato.