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21atelier.blog

Reflexões e interpretações sobre a criatividade e a arquitectura

01.01.19

A criatividade na arquitectura


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A criatividade é a capacidade de criar e a qualidade de quem tem ideias. A capacidade de criar é atribuída ao criador, sendo este a pessoa que consegue fazer algo existir, dando origem a algo desde o principio do nada. O simples acto de criar já indica assim criatividade.

 

A criatividade, em termos gerais e de acordo com o senso comum, está associada a algo ligado ao imprevisto e é atribuída a um talento superior inato da pessoa que cria. Em arquitectura a criatividade é vista e associada ao pensamento e desenvolvimento de ideias fora dos parâmetros normais, seja pelas novas formas, introdução de novos materiais, estilos diferentes e com grande impacto visual. Está associada ao acto de projectar edifícios aparentemente complexos e por vezes estranhos. Deste ponto de vista, um projecto simples e sem grande complexidade pode ser visto como um projecto sem criatividade.

 

Numa vertente académica, a criatividade pode ter diferentes conceitos. Seja a ideia de fazer um edifício em forma de sapato ou forma de um cubo, ou um conceito mais prático no desenvolvimento de soluções para os problemas gerais do uso dos edifícios, que tem impacto no bem estar e na forma de habitar. Desta forma dificilmente se chega a um consenso do que é ser criativo e o que é a criatividade.

 

O que mais preocupa, em ambos os casos, é a singularidade e a forma como é vista a criatividade, não sendo associada a algo integrado mas sim a algo que se soma de forma independente. A criatividade é assim um conceito que gera alguma discussão e que é facilmente atribuída a algo externo ao processo de projectar ou a algo paranormal.

 

O desenvolvimento da criatividade na arquitectura está associado a algo que se cria em resposta a algo que se pretende criado. O criativo, arquitecto, encontra uma forma de resolver um problema, através da forma, dando uma resposta prática a algo que aparentemente não tem solução. Acontece que estas soluções não surgem do vazio. São as vivências e a experiência prática do arquitecto que lhe permitem atribuir à criatividade um conceito adquirido e muito pouco inato.